PLANTÃO

CRÍTICA | Toy Story 4


Em 1995, Toy Story chegava aos cinemas. Mais de duas décadas depois, retornamos ao cinema com Toy Story 4, um filme cuja mera existência deixou muitos fãs receosos - tudo porque o capítulo anterior da franquia, lançado em 2010, já servia como um desfecho sensacional para a história de Woody, Buzz Lightyear, Jessie e todos os outros brinquedos que um dia pertenceram a Andy.

Se Toy Story 3 (2010), fora aquele final quase apocalíptico, funcionou como um vistoso thriller de fuga de prisão, o 4 envereda por outro subgênero clássico do cinema de ação: a missão de resgate. 

Toy Story 4, começa retornando ao passado pra resolver um pequeno mistério: O sumiço de Betty, a pastora de ovelha, que era o par romântico de Woody e desapareceu no capítulo 3. Ao fazer isso o longa consegue apresentar a nova motivação dos nossos heróis, além de expandir o seu universo de forma ímpar. Ao voltar para o presente vemos que a vida do nosso caubói mudou bastante. De brinquedo favorito ele foi relegado a mero acessório, sendo esquecido no fundo do armário. Mesmo assim ele se mantém perseverante em sua missão de fazer “a sua criança feliz” levando ele para uma jornada de auto descoberta pra lá de emocionante.


Os novos personagens trazem um frescor e acrescentam bastante a trama, cada tem sua função a história. Os destaques ficam para a “vilã” humanizada Gaby Gaby, que possui uma motivação honesta e pra lá de comovente e para o retorno de Betty, que possui uma importância que nunca lhe foi dada nos filmes anteriores. Ela saí definitivamente da sombra de Woddy para brilhar. Temos ainda espaço para muita nostalgia, diversos easter eggs da franquia e de outras obras da Disney para os fãs mais antigos. Porém, quem nunca viu nenhum dos filmes anteriores não irá ficar perdido.

Por sinal, é preciso destacar a questão da dublagem. Além do retorno do elenco habitual, que inclui Marco Ribeiro (Woody) e Guilherme Briggs (Buzz), a versão brasileira tem como novidade a participação dos humoristas Marco Luque e Antonio Tabet como, respectivamente, Patinho e Coelhinho, em uma escolha que se revela surpreendentemente acertada.


O único tropeço, infelizmente, acontece nos derradeiros minutos. Sem entrar em detalhes: apesar dos esforços para apresentá-lo como consequência natural dos acontecimentos, o final é pouco convincente, uma vez que contraria os dois temas centrais da franquia.

Mas em um resumo geral, Toy Story 4 é um filme EXCEPCIONAL da Disney/Pixar!!! Em todos os aspectos (humor, qualidade da animação, dublagem, roteiro), um dos melhores filmes do ano e uma das melhores animações dos últimos anos!


NOTA: 10/10

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