PLANTÃO

CRÍTICA | Projeto Gemini


Projeto Gemini possui qualidades e defeitos (muitos), mas se compreende que eles foram causados pelo foco excessivo nos efeitos especiais do longa (que são muito bons). Vamos as qualidades primeiro: a tecnologia 3D+ usada no filme nos faz mergulhar no longa! Ao ver esse filme em IMAX você se sente dentro da trama, a imersão é tanta que parece que os atores estão na sua frente e que você os está acompanhando eles a todo momento. A tecnologia usada aqui vale cada centavo do seu ingresso. A atuação de Will Smith (Aladdin) também é boa, ele aqui interpreta dois personagens a versão, digamos, original e a versão mais nova e convence em ambos os papéis.

Nesses anos que o projeto estava por aí, tentando sair do papel, a grande pergunta que rondava a produção era sobre como trabalhar as questões dos efeitos especiais que a história exigia, e se a indústria do cinema tinha ferramentas para realizar a proposta do filme: duplicar o personagem de Will Smith e criar uma versão mais jovem do mesmo.

O longa possui um roteiro escrito a três mãos na qual nenhuma delas decidiu se o longa é um filme de ação ou um drama, e o filme fica no meio termo, o que incomoda um pouco. Além disso as cenas de rejuvenescimento funcionam bem quando temos a versão distante da original de Smith ou em um ambiente escuro, quando se coloca outro ator em cena vemos que a qualidade dos efeitos diminui bastante.


No fim, a inovação 3D e de captação atrapalham, ao contrário de, por exemplo, Avatar, que embora tenha uma história simples também, é realmente um marco tecnológico lindo de se ver. Tudo isso tira a atenção do protagonista e da história, o que só aprofunda os problemas, tendo em vista a qualidade do roteiro. O texto contém inúmeras conclusões preguiçosas, saltos de lógica inexplicáveis, coincidências e situações embaraçosas. Além de um vilão caricato interpretado por Clive Owen (Rei Arthur), um protagonista sem carisma e coadjuvantes interessantes, mas sem espaço para desenvolvimento.

Por um outro lado, Projeto Gemini até entrega momentos de adrenalina que chegam a empolgar, temos perseguições com motos em alta velocidade, corridas pelos prédios de uma cidade na America Latina, e sequências de explosão na Europa Oriental.

No final, o filme chega a ser um Projeto Frankenstein, onde temos vários tipos e gêneros de filmes colados e costurados em um só, coisa que faz da produção ser uma grande salada sem gosto nenhum. Na realidade, minha expectativa para esse filme estava muito, muito baixa e, pelos trailers, acreditava se tratar de uma bomba. Para minha surpresa, é só um filme genérico que será esquecido em questão de dias, mas certamente não é tão fraco quanto eu esperava.


NOTA: 6/10

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