O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio é o sexto filme da franquia, que depois de 1991 vinha de mal a pior nas críticas e nas bilheterias. Porém este último veio para dar um reboot na linha temporal da franquia, ou seja, depois do segundo filme, nenhum mais existe. E tem uns fãs como nós que, realmente gostariam que não existissem.

Assim como seus antecessores, este traz dois seres do futuro com missões antagônicas. A humana geneticamente melhorada, Grace (Mackenzie Davis), deve proteger a mexicana Dani (Natalia Reyes), enquanto a máquina Rev-9 (Diego Luna) precisa matá-la. Somando-se a esse jogo de gato e rato, Sarah Connor (Linda Hamilton), traumatizada por eventos do passado, chega para salvar o dia e ajudar as outras duas mulheres com sua experiência.

Destino Sombrio até contém alguns paradoxos — se a Skynet acabou, o Exterminador não deveria ter desaparecido? — mas, no geral, não complica muito sua lógica. Afinal, toda a franquia vem trazendo a mensagem de que não importa quantas vezes o futuro apocalíptico seja impedido, há uma inexorabilidade quanto ao potencial destrutivo da humanidade.


Com a direção de Tim Miller (Deadpool) e a produção de James Cameron (Avatar), o filme é um grande exemplo de como concertar as coisas em grande estilo. Com cenas de ação intensas e bem colocadas, o grandioso retorno de Linda Hamilton e a excelente atuação de Mackenzie e Natalia. Um trio feminino protagonista em um filme de ação, não é para qualquer pessoa, e ainda bem que foram elas.

Enquanto isso, a partir do momento que Schwarzenegger aparece, o filme ganha dono. Primeiramente, porque seu personagem é extremamente complexo e explora um nível da relação humanidade/inteligência artificial ainda não visto até aqui. Em segundo, o ator parece entender que ele é justamente engraçado quando tenta agir naturalmente. Sua robustez — que já é até meio robótica — gera um hilário contraste com uma tentativa de humanizá-lo.


Claramente, Diego Luna tenta imitar o lendário Robert Patrick, seja em suas corridas ou no olhar compenetrado, mas sem jamais parecer ameaçador. Aliás, o próprio roteiro sabota o ator, ao dividir a ameaça entre ele e um Exterminador que sai de seu corpo.

O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio possui muitas cenas de ação, mas nem todas empolgam. A perseguição de carro na parte inicial e o confronto derradeiro se sobressaem, mas a sequência embaixo da água é confusa, e constituem parte de uma luta longa demais. O filme é apenas o segundo trabalho de Tim Miller como diretor, que fez antes o elogiado Deadpool (2016). Comparando os dois filmes, o mercenário da Marvel sai ganhando fácil.