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CRÍTICA | Space Force - 1ª temporada


Space Force é uma série com uma fórmula de sucesso bem aplicada na teoria, pois traz diversos elementos que fariam sucesso. Com um elenco estelar que conta com John Malkovich, Lisa Kudrow, Fred Willard e Noah Emmerich em seu elenco regular, além da dupla Steve Carell e Greg Daniels e uma trama interessante que envolve ciência, militarismo e o dia a dia dessas pessoas seria algo muito bom de se assistir.

Criada exatamente por Carell e Daniels (que também são showrunners de The Office), a série de 10 episódios é tão ácida quanto outros trabalhos da dupla, temos comentários contra o presidente dos EUA, também recebemos muitas referências à cultura pop e muitas tiradas inteligentes.

No entanto, com o desenrolar da história, a série de comédia se desprende de tal referências à atual situação política do país e começa a focar em seus personagens, fazendo com que o seriado consegue crescer, criar sua própria identidade e se aproximar do público, seja qual for a opinião política de quem assiste. A série faz indiretamente as suas críticas, mas sem diminuir o trabalho feito pelo exército.


Aliás, Space Force tem coisas bem similares à Parks RecreationThe Office, pois bebe muito das fontes de cada uma. Ao abordar o dia a dia de funcionários do governo de forma cômica e constrangedora, une as bases das duas séries.

Contudo, as semelhanças param por aí. The Office e Parks and Recreation têm algo que Space Force não tem: personagens secundários cativantes. Com raras exceções, a série da Netflix tem núcleos chatos e que são mal explorados, uma vez que fazem o telespectador ficar esperando Naird voltar em cena para se interessar novamente.

Por fim, Space Force tem bons momentos na história de seu protagonista, mas com escorregões nas demais subtramas que fazem qualquer espectador perder o interesse. Isso faz com que a série tenha um potencial desperdiçado na sua temporada de estreia. Contudo, se for renovada para mais uma temporada, a missão dos roteiristas é uma só: melhor os personagens secundários, afinal, o núcleo protagonista funciona muito bem e prende o público na trama central.


NOTA: 8.5/10


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