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Memória Geek | Há 20 anos atrás, "X-Men: O Filme" chegava aos cinemas


No início do século, lá em 2000, era muito difícil e raro de pensar em imaginar que filmes baseados em histórias em quadrinhos voltariam a ser sucesso de público e crítica como havia acontecido com Batman (1989) e Batman: O Retorno (1992). Jamais imaginamos que 20 anos depois, este gênero seria tão aclamado como está sendo agora atualmente, com grandes produções como Vingadores: Ultimato

Até porque, depois do fracasso da terceira e da quarta sequência do Batman dirigidas por Joel Schumacher (Batman Eternamente, em 1995; Batman & Robin, em 1997), além de outras produções ruins dos anos 1990, a única franquia que se salvou, com um tímido sucesso, foi Blade: O Caçador de Vampiros (1998). Com um histórico destes, quando o projeto de um filme baseado nos heróis mutantes da Marvel foi anunciado para 2000, havia muita dúvida e descrença sobre o que poderia acontecer com eles. Talvez pelo receio das más qualidades das recentes produções ou pelo fato de serem os primeiros heróis da Marvel a chegar nos cinemas.

Pois bastou X-Men: O Filme estrear, para inaugurar um novo capítulo dos heróis dos quadrinhos nas telonas. Com o excelente Bryan Singer no comando, o primeiro filme dos mutantes da Marvel adaptou muitos elementos da história original, mudou a formação inicial dos mutantes nos quadrinhos, trocou os trajes coloridos por vestimentas de couro preto, mas manteve o essencial: muito mais que uma história de ação, o longa tratou do preconceito contra seres diferentes.

E a seriedade com que este tema foi tratado acabou sendo um dos grandes trunfos da história, que ainda teve um elenco primoroso personificando alguns dos rostos mais conhecidos das HQs: Charles Xavier (Patrick Stewart), Magneto (Ian McKellen), Jean Grey (Famke Janssen), Ciclope (James Marsden), Tempestade (Halle Berry) e Vampira (Anna Paquin). Porém, quem rouba a cenaé aquele canadense invocado conhecido como "o melhor no que faz" - no caso, matar. Hugh Jackman era um mero desconhecido na época e foi selecionado para ser Logan, o Wolverine, após Dougray Scott abandonar o projeto.

É claro que há muita ação (mesmo que limitada pelo baixo orçamento da época), porém sua força está no desenvolvimento da narrativa sobre mutantes tentando se esconder e/ou serem aceitos pela humanidade. Ainda sobra espaço para diversas referências a sagas clássicas e pistas sobre o futuro dos personagens que seriam exploradas nos filmes seguintes, especialmente o desenvolvimento dos poderes de Jean Grey, a mecha branca no cabelo de Vampira, entre muitas outras.

X-Men: O Filme foi e sempre será uma das produções mais bem vindas desse século, e com certeza, se não fosse por este aclamado filme, outras franquias como Os Vingadores (2012), Homem-Aranha (2002) e entre tantas outras, nem teriam o espaço e o sucesso que tem hoje em dia.


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