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CRÍTICA | Stargirl - 1ª temporada


A primeira temporada de Stargirl chegou ao fim na última terça-feira (11) no canal CW. A série da heróina, protagonizada por Brec Bassinger, já foi renovada para a segunda temporada. Mas enquanto os novos episódios não chegam, temos um ótimo conteúdo para explorar nos 13 primeiros episódios da nova heróina do Arrowverse (nome dado às séries do DCTV, como The Flash, Arrow, Supergirl e outras).

Antes de tudo, um dos pilares para o grande sucesso comercial e midiático de Stargirl se deu pela equipe da Zoic Studios, empresa responsável pelos efeitos visuais dos episódios. A tecnologia usada durante os episódios para os efeitos visuais foi a mesma usada em filmes como Mulher-Maravilha (2017), Aquaman (2018) e Shazam! (2019). Aliás, poderíamos comparar facilmente Stargirl com Shazam na excelência do uso do CGI. Em momento algum, em ambos os casos citados, a tecnologia foi usada de modo excessivo e desnecessário, muito pelo contrário, Stargirl prova que (por mais que a tecnologia exija um orçamento alto para a entrega da qualidade), é possível trazê-la das telonas para as telinhas - e é sem dúvidas, a melhor série no quesito efeitos visuais do DCTV.


Depois de exaltar os efeitos, também exaltamos o elenco! A escalação foi feita de forma impecável. Não podemos tirar ninguém desse cast maravilhoso. Brec Bassinger (Courtney Whitmore / Stargirl) entrega toda a simpatia e o carisma que uma protagonista deve ter para uma série infanto-juvenil (lembrando muito o ator Grant Gustin, o Flash). Bassinger sabe carregar os episódios com maestria, poder e inocência na medida que a trama pede. O ator Luke Wilson (Pat Dugan, pai de Courtney) leva o papel de pai adotivo com sabedoria. É ele que nos proporciona vários momentos cômicos ao longo da série, trazendo leveza e responsabilidade ao elenco de jovens atores.

No resto do time Stargirl, temos Yvette Monreal (Yolanda Montez / Pantera), Anjelika Washington (Beth Chapel / Doutor Mid-nite) e Cameron Gellman (Rick Tyler / Homem-Hora). Cada um tem seu peso na trama e a química funciona entre os personagens. Cada um tem sua personalidade distinta e seus conflitos pessoais, mas quando se unem para salvar a cidade de Blue Valley, formando a nova Sociedade da Justiça da América, eles dão o seu melhor com diálogos relevantes. 


No lado dos antagonistas, Meg DeLacy (Cindy Burman) e Mark Asworth, o cavaleiro andante, também merecem uma nota. Ainda temos Neil Jackson (Jordan Mahkent / Geada), Christopher James Baker (Sr. Henry King / Onda Mental), Eric Goins (Steven Sharpe / Jogador), Neil Hopkins  (Lawrence "Crusher" Crock / Mestre dos Esportes), Joy Osmanski (Paula Brooks / Tigresa) e Nelson Lee (Dr. Shiro Ito / Rei Dragão). Personagens interessantes, que formam a Sociedade da Injustiça da América. Mesmo sendo um grupo forte de vilões, nem todos tiveram tempo suficiente para crescer durante a série. Alguns só foram mostrados em combate, como a Tigresa e o Jogador. Algo que é um ponto negativo na série, pois com bons vilões, se fazem heróis relevantes. Com certeza que, com mais tempo de tela, certamente roubariam a cena e conquistariam mais o telespectador.

Muitos dos nossos seguidores nos perguntaram se a série estava valendo a pena, e a resposta é SIM! Para uma temporada de estreia, Stargirl convence com boas atuações, um elenco carismático e com ótimas cenas de pancadaria. No começo, o telespectador pode ficar tímido, mas depois, a série tem o dom de envolver em sua trama, deixando um gostinho de 'quero mais' no final da temporada. E com uma segunda temporada já garantida, podemos esperar mais emoções e aventuras pelas ruas de Blue Valley.



NOTA: 9/10


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