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CRÍTICA | The Umbrella Academy - 2ª temporada


A segunda temporada de The Umbrella Academy chegou na Netflix no último dia 31 de julho, trazendo mais 10 episódios que mostram mais uma batalha para salvar o mundo do apocalipse. A nova temporada inicia após os acontecimentos da anterior e sem muita enrolação nos apresenta que, infelizmente, nada mudou e o apocalipse ainda vai ocorrer. Com isso, o número 5 faz uma nova viagem no tempo e precisa, em 10 dias, reunir seus irmãos e impedir o fim do mundo… MAIS UMA VEZ! Enquanto a primeira temporada focou em apresentar os personagens e seus poderes, essa foca em aprofundar as características de cada um dos irmãos e mostrar como eles se relacionam com seus dramas.

Espalhados em anos diferentes pela mesma cidade, os membros da Umbrella Academy se veem em uma situação inicialmente desesperadora, mas diante da qual não possuem nenhuma alternativa: eles precisam integrar-se a esse novo tempo se querem viver. É possível notar a marcante narrativa da “família disfuncional” sendo deixada um pouco de lado nesta temporada. Isso ocorre porque cada um, com o tempo que lhes é dado até o personagem 5 reuni-los novamente, busca uma forma de reconstruir suas vidas nesta segunda chance, antes que a trama do apocalipse os ocupe novamente.

Além da representatividade LGBTQ+, o racismo é bastante abordado devido a época que a trama passa. Allison Hargreeves (Emmy Raver-Lampman) sente na pele todo o preconceito por sua cor e como as pessoas negras eram tratadas. Existem momentos icônicos na série que, infelizmente, ainda tem traços em nossa realidade.


Um dos temas que funcionam até quase o final é o do apocalipse nuclear causado pela guerra entre os EUA e a URSS - a realização do grande medo da Guerra Fria. No fim, esse tema central (apocalipse outra vez) acaba ficando em segundo plano, já que o verdadeiro foco da temporada é explorar a maturidade e as novas experiências dos Hargreeves, algo que valorizamos muito ao longo dos episódios. A narrativa não se torna cansativa em momento algum, pelo contrário, os roteiristas souberam balancear perfeitamente o drama, a pancadaria e o romance.

Os novos episódios vão além da sua capacidade de integração e respeito pelos personagens. Em vários momentos, o roteiros se mostra mais adulto do que na primeira temporada, mostrando os Hargreeves lidando com os problemas paternos e as manias de cada um no meio do caminho. Se tivermos que achar um ponto negativo na narrativa, é o desenvolvimento moderado de Luther (Tom Hopper), que por ser o o irmão nº 1, não tem tanto destaque assim na temporada.

Uma outra coisa que a primeira temporada acabando superando, com muito êxito, é a trilha sonora. Se você foi contagiado pelo hit "I Think We're Alone Now" na temporada passada, deve continuar escutando, pois na nova temporada não temos um hit marcante para embalar as aventuras da Umbrella Academy. Um ponto mais que positivo são os efeitos especiais (que estão bem melhores) e a divisão dos episódios.


Os três últimos episódios têm tudo que foi prometido durante todo o marketing da série. A luta contra o tempo para impedir o fim do mundo (mais uma vez) e a união que surge disso, excede todas expectativas. Se você queria que os Hargreeves trabalhassem juntos, pode ficar tranquilo que tem muito disso durante a temporada. Um dos pontos altos da temporada é ver Ben Hargreeves (Justin H. Min), o fantasma mais amado da TV, totalmente em pura ação.

A forma única e maluca de como viver a vida desses heróis é mostrada, aliada a músicas pop bem encaixadas em sequências de ação, preenchem uma fórmula que sempre encontrará público que a cative (e nós estamos aqui, rs). Mas mesmo assim, com todos os elogios que já fizemos, imaginamos que The Umbrella Academy parece ainda estar escondendo o potencial completo que ela tem. E com certeza, a Netflix vai renovar a série pra terceira temporada, pois o final dessa temporada é bem sugestivo à uma nova aventura dos irmãos!



NOTA: 9/10


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