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CRÍTICA | Ava (2020, Netflix)


Mais um filme da Netflix entre tantos outros existente no catálogo da plataforma. Este, intitulado Ava, traz a estreia de Jessica Chastain (IT: Capítulo 2) no serviço de streaming, porém, é bastante decepcionante. Dirigido por Tate Taylor e roteirizado por Matthew Newton, a trama se prova mais decepcionante do que eficiente no que se propõe a fazer. Com um elenco repleto de estrelas de Hollywood que já se provaram ser ótimos atores diversas vezes em seus currículos, como John Malkovich (A Mente que Mente), Colin Farrell (Animais Fantásticos e Onde Habitam) e Geena Davis (O Pequeno Stuart Little), nenhum deles parece realmente querer estar ali. As atuações não são de todo ruins, até por que estamos falando de um cast de peso, mas nenhum dos atores se destaca, sendo que, cada um poderia elevar o nível de todas as cenas.

O filme é curto, uma hora e meia de duração, mas é um acerto ser assim, pois faz com que seja direto ao ponto. Mesmo assim ainda escolheria ter mais ação e cenas mais longas, com coreografias melhores e mais tensão na tela. Os atos tem boa divisão, o terceiro ato é muito bom e o filme é um ótimo pra quem gosta do gênero, mesmo que tenha performances fracas no elenco. Além disso, o fato de ter uma protagonista mulher traz um charme especial para a história - que já parece um tanto desencantadora pra quem está assistindo.

O grande erro do filme foi apostar mais no drama do que na ação, tornando tudo cansativo de ser assistido - sendo que com mais ação ou com a dose certa entre os dois gêneros traz mais ritmo e emoção à trama. Esse é um daqueles filmes que tem potencial mas não tem um bom aproveitamento, principalmente pelo elenco, que podem dar mais de si individualmente, mas a direção do roteiro se quer exige um nível mediano da atuação de cada um. Alguns até podem comparar Ava com Atômica, estrelado pela atriz Charlize Theron (a Furiosa de Mad Max: Estrada da Fúria), e de fato lembra um pouco, talvez pela ambientação, mas sem dúvidas, Atômica consegue ser bem melhor.

De todo jeito, é sempre bom ver nascer uma protagonista de ação que, de quebra, ainda insere Geena Davis, uma atriz que foi esquecida dentro do gênero somente por ser mulher. Chastain, então, como coprodutora de Ava, parece fazer uma homenagem à atriz. Interpretando sua mãe, Davis (aos 64 anos de idade) demonstra uma energia que foi esmagada pela indústria machista.

Falando sobre o ápice do longa, que é o final, pois enfim, também não desperta grandes emoções pra quem está assistindo, pelo menos, pra mim, Matteuz, não despertou nada. E ainda pior, a escolha de música que grita o que está acontecendo no momento enfraquece ainda mais o clímax - com certeza faltou uma trilha sonora de ação mais poderosa como foi vista em Atômica.

Só pra concluir, Ava, infelizmente, é mais um thriller super genérico para ocupar espaço no grande catálogo da Netflix.





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