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CRÍTICA | Bridgerton - 1ª temporada (2020, Netflix)


Inspirado nos livros da escritora Julia Quinn, o seriado adapta a história do Duque de Hastings e da família Bridgerton. Trazida para a Netflix pela ShondaLand, a mesma produtora por trás de Grey’s Anatomy e Scandal (dois grandes sucessos da TV norte-americana),  a série está repleta de fofocas, intrigas, traições e romances ardentes.

O plot da primeira temporada narra os irmãos Bridgertons, que são uma família muito bem vista pela sociedade londrina do início do século XIX. Filhos de um falecido e respeitado visconde, os oito irmãos são invejados pela sua beleza, simpatia e carisma. Narrada pela icônica Julie Andrews, que dá voz à personagem Lady Whistledown, a série apresenta a temporada social em Londres, onde todas as garotas estão à procura do par ideal para se casarem.

Por mais que seja uma história que tenha como tema principal o romance, gênero esse que não é instantâneo, mas que surge também com uma bonita amizade, Os Bridgertons conseguiu ir além do superficial e tratar de diversos temas, seja de forma sutil, ou de forma mais aberta. Temos crítica ao preconceito racial, visto claramente em uma conversa entre Simon e Lady Danbury, à aceitação da orientação sexual, à papeis e diferenças sociais - temas que estão em atual na sociedade atual em 2020.


É perceptível o grande esforço da produção em trazer uma caracterização interessante de figurinos e cenários para Bridgerton - representando muito bem a época em que a trama se desenrola. Entretanto, algumas vezes, vemos os vestidos ficarem exageradamente apertados nas atrizes, principalmente em Lady Violet, intepretada por Ruth Gemmell.

O elenco de Bridgerton é incrível. Todos mostram uma química maravilhosa e, apesar de alguns ficarem um pouco de lado por causa do protagonismo que a série exige ter, cada personagem se faz memorável em seu determinado núcleo de trama. Isso porque, quem já leu os livros, sabe que existem tantas outras histórias que estão por vir que eles precisam mostrar potencial desde o começo.

A trilha sonora da nova série da Netflix é bem interessante e parece ser pensada estrategicamente, buscando agradar o público que se interessa por grandes hits do atual cenário musical - indo de Ariana Grande à Maroon 5. Porém, como nada é perfeito, os efeitos especiais de uma série que já vem sendo anunciada a algum tempo e com bastante estardalhaço deixaram a desejar.

Bridgerton é simplesmente fascinante e muito bem encaixada no contexto atual. Temos drama, romance, mistério e comédia - coisas que precisamos nos mergulhar um pouco a fundo para esquecer um pouquinho do trágico 2020. Foi tudo bem embalado para presente em vestidos de seda e laços de cetim do século passado. É uma das melhores adaptações da Netflix em muitos anos, com as modificações necessárias sem acabar com a essência da história original.





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