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CRÍTICA | Mulan (2020, Disney+)


O live-action de Mulan foi uma das estreias mais afetadas pela pandemia da Covid-19. Isso por que, semanas antes de seu lançamento em março, os cinemas ao redor do mundo foram paralisados, incluindo a China, primeiro epicentro da doença na época. Quando foi anunciado que o título seria disponibilizado diretamente no Disney+, a recepção do público foi mista: alguns fãs lamentaram que não veriam Mulan nas telonas, enquanto outros ficaram felizes pela espera ter acabado.

Mas falando no longa, a diretora Niki Caro até entrega passagens muito bonitas em termos de escolhas e ângulos e que dão um charme bem bacana para o longa, onde Mulan entrega sim, um filme grandioso, mas todos os porém que vem com ele, são maiores que o filme em si e incomodam um pouco. A construção da jornada da protagonista não foi muito adaptada para esse novo formato, mesmo que consiga contar o que é essencialmente o conto chinês queria passar: a história de uma jovem comum que vai para o exército do país lutar na guerra no lugar do seu pai e disfarçada como um garoto. O live-action consegue trabalhar tudo isso, mas também trabalha com a questão que a personagem, mesmo que inteligente e habilidosa, também é uma pessoa especial.

Diferente do live-action O Rei Leão (2019), é possível perceber que a história de Mulan tenta se distanciar bastante da animação. A ausência mais contestada pelos fãs é do dragão Mushu, trocado pela simbologia da fênix - algo que acaba fazendo sentido com o roteiro mas que perde bastante na simbologia do conto. Mulan até que traz um respeito bem apurado para a cultura asiática, fazendo com que o público realmente viaje para a China em vários cenários e paisagens dignos de uma produção da Disney. Toda a representação da cultura presente no longa é muito bem construída. O que o longa deve representar para muitas pessoas em relação a importância da família chinesa, é um ponto alto a se apreciar.

Os problemas do filme estão em seu corrido roteiro. Acontece, com uma frequência bem incômoda, do filme levantar a expectativa do telespectador e na hora do ápice, ela ocorre com tomadas apressadas de câmeras (que poderiam estar em slow motion) e não deixa o momento destilar sua grandeza épica que poderia ser entregue ao público.

Apesar de seus erros aqui e ali, Mulan é um dos melhores live-action da Disney nos últimos anos. É um filme para toda a família assistir num domingo a tarde, mas já deixamos uma dica: não crie muita expectativa antes do longa começar! Deixe que ele mesmo entregue isso a você, mesmo que seja de forma tão apressada e as vezes, mal resolvida.





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