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CRÍTICA | Mulher-Maravilha 1984 (2020, Warner Bros.)


Depois de uma longa espera, finalmente Mulher-Maravilha 1984 está vendo a luz do dia em vários cinemas ao redor do mundo - inclusive no Brasil. O longa estreou em várias salas de cinemas brasileiras nesta quinta-feira (17).

De início, ficamos fascinados com uma sequência simplesmente de tirar o fôlego em Temyscira, lar da heroína, revelando a prova de fogo para o treinamento de uma pequena Diana (já apresentada em Mulher-Maravilha, de 2017). Aprendendo a dura lição de que a verdade é o centro da sabedoria e da força, a heroína de Gal Gadot passa seus dias salvando anonimamente os inocentes da cidade de Washington e ainda convivendo com seu eterno luto por Steve Trevor (Chris Pine). Em meio a isso, a trama apresenta, Maxwell Lord, que é o vilão central do filme. Um tanto trambiqueiro e tentando se tornar milionário, ele é dono de uma empresa de petróleo que está à beira da falência, mas que faria de tudo para conseguir se tornar bem sucedido.

Há duas semanas do fim do ano, o longa chega como a grande e mais aguardada estreia de 2020, e o longa não desperdiça tempo, trazendo diversas mensagens importantes sobre amor, sonhos e entender o momento de nossas vidas e do quão importante são, as pessoas a nossa volta - principalmente num momento tão delicado que estamos vivendo com a pandemia.

Conduzidas por uma marcante trilha sonora composta por Hans Zimmer, as poucas cenas de ação do são extremamente empolgantes, mesmo que o CGI em algumas delas não ajude muito. Patty Jenkins, diretora do longa, opta avidamente por focar na natureza e no coração de seus personagens, abdicando assim da cansativa ação desenfreada.

Gal Gadot continua brilhante no papel principal. O carisma da atriz é o que faz o filme funcionar, mais uma vez, e agora, ela está ainda mais à vontade e imponente, já que a história se aprofunda em sua origem e cria uma heroína realista. Mas reconhecemos também, as grandes atuações de Kristen Wiig e Pedro Pascal, que interpretam Barbara Minerva (Mulher-Leopardo) e Maxwell Lord, respectivamente. Suas motivações são bastante claras e bem definidas, ambos sendo vilões humanizados, perigosos e que geram empatia e ódio pra quem assiste.

Como primeira franquia do gênero de super-heróis protagonizada por uma mulher, Mulher-Maravilha 1984 não deixa de falar de tópicos importantes ligados ao feminismo, em que mulheres precisam lutar diariamente contra o assédio e a necessidade de se provar em cada coisa que fazem. Mas, resumindo, assim como o longa original de 2017, o enredo conta com uma trama simples, mas recheada de significados e mensagens importantes para o momento atual, o que o faz ser o melhor blockbuster de 2020 e aquele que, com certeza, vamos querer ver de novo em casa.





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