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CRÍTICA | O Céu da Meia-Noite (2020, Netflix)


Às vésperas da véspera do Natal, a Netflix lança seu mais recente filme ambientado em um mundo pós-apocalíptico. Chegou a hora de dizer o que achamos do aguardado O Céu da Meia-Noite, com o astro George Clooney.

A adaptação inteligente do romance Good Morning, Midnight, de 2016, de Lily Brooks-Dalton, traz o foco principal do filme: Augustine Lofthouse, um astrônomo estacionado em um observatório no extremo norte do Canadá, no Círculo Polar Ártico. Logo na primeira cena do longa, os colegas de pesquisa de Augustine estão prestes a deixar o planeta Terra para um destino desconhecido - no entanto, ele decide ficar sozinho. Na sequência, o astrônomo descobre uma espaçonave chamada Aether, com uma tripulação formada por cinco astronautas - a equipe é interpretada por Felicity Jones, David Oyelowo, Kyle Chandler, Demián Bechír e Tiffany Boone.

O longa da Netflix segue com três pontos principais de narrativa: o isolamento do astrônomo no observatório e a tripulação no espaço, somados ao passado de Augustine em meio a flashbacks mostrados ao longo do desenrolar da trama. Um acerto do diretor e astro do filme, George Clooney, é que a trama é bem alinhada entre conectar todas as histórias, sem revelar quais as principais relações entre elas. As voltas ao passado, no entanto, são recorrentes na narrativa, o que as tornam um pouco cansativas em alguns momentos, porque atormentam o presente de Augustine e o público consegue sentir isso com tamanha repetição - algo que acaba sendo um ponto negativo do longa.

Embora a Terra viva um cenário caótico, ao longo de todo o filme, há mensagens - implícitas e explícitas - sobre a importância da esperança. Obrigados a ficar em casa e manter o distanciamento social em 2020, nós precisamos aprender a viver em uma nova realidade com novas regras. E em conjunto a isso, O Céu da Meia-Noite fala sobre isolamento, solidão, e o que fazer quando tudo deu tão errado que a única coisa que sobra é a esperança - momentaneamente é o que todos sentimos em algum momento ao longo desse inexplicável 2020. Paralelo a isso, o longa acaba por entregar uma narrativa tão fragmentada e que faz o espectador não ter todas as peças da trama de uma vez - algo que pode ser benéfico no começo, mas que se torna cansativo a medida que a trama avança.

Se você quer se entreter um pouco e refletir sobre a nossa própria realidade, O Céu da Meia-Noite é o prato cheio e muito bem servido para isso. Não é um filme que vai te fazer querer revê-lo várias vezes, mas vale muito a pena fazer uma visitinha de vez em quando à ele no catálogo da Netflix.





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