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CRÍTICA | Pequenos Grandes Heróis (2020, Netflix)


Já faz quase 15 anos que fomos apresentados ao mundo colorido e maluco criado por Robert Rodriguez (mesmo de Alita: Anjo de Combate) com o lançamento de As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl, filme infantil que fez, e talvez ainda faz, grande sucesso pela maneira peculiar de como narrar a história de tais super-heróis infantis.

Na nova história, conhecemos Missy (Yaya Gosselin), filha do líder dos Heroicos Marcus Moreno (Pedro Pascal) que apesar de seu antecedente, não possui poderes significantes. Com a invasão alienígena, Missy é levada para ficar em segurança junto aos filhos dos outros Heroicos, mas após receber pistas do futuro, a garota lidera as crianças para o resgate de seus pais - isso já é de praxe para filmes desse gênero. Sempre com essa visão dos adultos caricatos e as crianças autênticas, a direção traz essa estética que não perde a essência dos filmes infantis como a franquia Pequenos Espiões.

O ponto mais positivo da direção de Rodriguez é no 3D e no uso, bem realizado, dos efeitos especiais, que remetem muito ao que foi visto no primeiro filme e funcionou bastante na época - e ainda funciona. Os poderes dos pequenos heróis são bem criativos e sua execução no filme causam algo realista e que nos faz acreditar que os poderes realmente são reais dentro daquele universo. O tom extremamente fantasioso do enredo, combina com a proposta colorida e exagerada do diretor (que também estava presente no filme original), que deseja apenas divertir o seu público alvo.


A trama, apesar de não ser tão profunda (e a proposta aqui também não é essa), se amarra de maneira muito bacana a proposta do filme, que é levar um conteúdo leve, bobo (no bom sentido) e divertido. As crianças se desenvolvem ao longo da trama, entendendo ainda mais suas próprias habilidades - isso é um ponto muito positivo do roteiro.

O diretor sabe de suas limitações e não se leva a sério em momento nenhum. Isso para a criançada é bom, pois é algo presente no filme original que fez tanto sucesso, mas para os adultos que forem acompanhar, junto de seus filhos, isso pode incomodar um pouco.

Concluindo, Pequenos Grandes Heróis é uma produção que confirma a assinatura do diretor Robert Rodriguez no cinema voltado para o público mais jovem. Sem medo de ser caricato ou exagerado ao extremo (como é em alguns momentos do filme), o diretor continua contando histórias para tentar levar diversão para adultos e crianças, ao mesmo tempo.





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